Informativo Semanal

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01/07/2010

Apesar do alerta feito por Moraes, violência avança e preocupa população

Com base nos boletins feitos pelo Instituto Médico Legal é possível observar um aumento de 23% nos casos de violência na capital e Região Metropolitana, em relação ao mesmo período do ano passado. "Isso revela total descaso do governo com a escalada da violência. Através do Movimento "Paraná Sem Violência" alertamos população e autoridades sobre o aumento desenfreado da violência. Entregamos uma lista de reivindicações e nada foi feito. O efeito disso agora é visivel em relatórios do próprio IML", lamenta Mauro Moraes.

Vários bairros de Curitiba sofrem com a guerra provocada pelo tráfico. Segundo Moraes, após a chacina ocorrida no Uberaba, em outubro do ano passado, era esperado ao menos que fossem tomadas medidas para se evitar episódios parecidos em outras regiões e, sobretudo, que fosse montada alguma operação especial para combater o crime organizado na Grande Curitiba. "A violência no Uberaba foi reduzida após um episódio traumático. Não podemos esperar que outros bairros passem pela mesma experiência para receber policiamento e acompanhamento das autoridades", cobrou Moraes. "Precisamos criar uma cultura de prevenção e não apenas de reparação de erros provocados pelo descaso de quem é responsável pela segurança da população, ou seja, o Estado", continua.

Policiamento

O presidente do Movimento Paraná Sem Violência voltou a defender maior investimento em policiamento na Grande Curitiba. "Ainda em 2009, quando cobramos da Secretaria de Segurança Pública (SESP) a ampliação do efetivo, ouvimos do governo que a contratação de policiais não ajudaria a coibir o aumento da criminalidade. Infelizmente, o que assistimos agora revela o erro do Executivo em cortar gastos com segurança, inclusive com a folha de pagamento de funcionários", comentou Moraes. "Agora, o que se ouve são promessas de ampliação do efetivo que, na realidade, só poderá ser feita no próximo governo", destacou.